E os holofotes se voltam para a humanização

Artigo escrito por Lucélia Souza, Consultora Organizacional e Desenvolvimento Humano, Especialista Gestão de Pessoas.


Desde que me entendo por profissional, o tema liderança sempre esteve em foco, e com todos os holofotes voltadas para os líderes. Liderar requer foco, atenção, planejamento, estratégia, desenvolvimento constante e não menos importante: humanização. Até aí, todo mundo já sabe, ou deveria saber pelo menos! A humanização se faz, há anos, presente em muitos debates de gestão. E parece que a pandemia, acelerou não apenas muitas tendências como a ascensão tecnológica das empresas, os novos formatos de trabalho, fez com que os holofotes se voltassem para a humanização que vinha até então, no seu vai e volta nas capas de revistas de negócio, mas com pouca atitude. Com todo o destaque e aplicabilidade que merece, humanizar a gestão, virou palavra de ordem em todo e qualquer ambiente. Isso porquê, a crise causada pela pandemia fez emergir vários problemas, apontando que a forma como estávamos gerindo os relacionamentos na esfera organizacional, não se sustenta mais.




Diferente do que muita gente pensa, a humanização nos ambientes de trabalho é um movimento que iniciou por volta dos anos 30, e começa a tomar forma e adeptos cada vez mais ao longo das décadas seguintes. Contudo, é no final da década de 80, que a felicidade no trabalho atrelada a satisfação profissional toma força, instituições como o Great to Place to Work surgem e os gestores começam a fazer movimentos, ainda que ínfimos, para a mudança do mindset corporativo em relação ao modo de fazer gestão de pessoas. De workaholics desenfreados, passamos a admitir que o debate sobre a qualidade de vida se fazia necessário dentro das organizações e que finalmente, quantidade, nada tem a ver com qualidade.



A verticalidade dos organogramas, vai aos poucos sendo substituída por modelos mais horizontais, onde as pessoas vão tendo espaço e voz, independente do cargo ou posição que ocupam. A valorização do indivíduo volta ao centro dos debates, e cada vez mais a diversidade e a inclusão se fazem presente no dia a dia corporativo. As equipes de trabalho por sua vez, viraram times, e estes, multidisciplinares. O slogan “juntos somos mais fortes” ganha adeptos no espaço organizacional, e com isso passamos a melhorar significativamente as relações interpessoais, admitindo mesmo que aos poucos, que a diferença não causa estranheza, pelo contrário, ela agrega valor competitivo e traz insights de inovação para todos. Quem diria que cenários de tanta competição, como foram os ambientes organizacionais por tantas décadas, aos poucos, tornam-se panorama de colaboração. Contudo, ainda é pouco. É preciso coragem para mudar e consequentemente realizar mais! Sem dúvida, a mudança, como bem sabemos é lenta e gradual. E por se tratar de uma quebra de paradigmas, uma mudança de percepção, é necessário que lideranças se apropriem cada vez mais sobre o assunto, para que assim, possamos ter mudanças mais profundas nos modelos de gestão.



É notório que a maneia arcaica de fazer gestão não condiz com o mundo VUCA*. A gestão humanizada vem como um resgate de valores e princípios. A humanização das empresas é uma tendência natural em todo o mundo com o objetivo de gerar mais qualidade de vida e, consequentemente, engajamento entre os colaboradores. Trabalhando a mudança de mindset dos profissionais, é possível ter humanização em sintonia com os resultados. As pessoas começam a entender que a humanização não é antagônica em relação ao resultado, e sim um caminho para ele. A biologia nos ensina que a célula é a base do conjunto, no qual constitui um órgão; sem harmonia e aglutinação se desarticula. Trazendo essa constatação para o mundo corporativo, podemos considerar as lideranças como uma célula, sendo a empresa um órgão, mas para que haja a construção desse órgão a célula precisa de outros componentes tão importantes quanto ela própria. Quando o líder obtém essa sensibilidade de compreender que ele é uma peça da engrenagem, mas não o todo, a humanização começa a se fazer presente em suas ações. Liderar de forma humanizada vai ao encontro do propósito, da existência, da missão da empresa. A liderança humanizada não deve ser confundida com condescendência, pois o gestor com foco nas pessoas é visto como uma referência dentro da empresa, notadamente pelo fato de que sua liderança não está concentrada no resultado fim, mas também nos meios pelos quais o resultado será alcançado.



Para se conectar com as pessoas, criar vínculos e entender suas emoções, é preciso prestar atenção nelas, então escuta ativa é um item de extrema importância para as lideranças que trabalham baseadas na humanização. Ser líder é ser exemplo, mas isso não significa perfeição. No momento que nos conscientizarmos disso, deixaremos transparecer a nossa humanidade, e consequentemente, teremos conexões mais benfazejas e profícuas. Com isso, a liderança que não tem receios de demonstrar sua vulnerabilidade, cria nos seus ambientes, mais reconhecimento e admiração dos liderados. Afinal, saber aceitar a sua vulnerabilidade, é um grande sinal de coragem e determinação, comportamentos e atitudes vitais para a liderança humanizada, que reconhece a sua humanidade, pois não somos seres supremos com super poderes. É chegado o momento de estabelecermos gestões mais humanizadas, utilizarmos do capitalismo consciente. Só assim teremos resultados de ganha-ganha, onde todas as partes envolvidas sentem-se imbuídas de propósito, atuando em prol de uma causa. Aproveitemos esse momento onde se faz luz sobre as nossas lacunas para pensar, repensar e agir. Para não esquecer mais: liderança humanizada é um olhar genuíno para com o ser humano. Basta praticar: ter olhos de ver, ler nas entrelinhas aquilo que não é dito, ou melhor, expresso em palavras. Esse será o papel das lideranças em toda e qualquer empresa, independente do tamanho, ramo ou segmento. Que se faça a luz!




Lucélia Souza, Consultora Organizacional e Desenvolvimento Humano, Especialista Gestão de Pessoas, vai trazer o tema LIDERANÇA HUMANIZADA para o EX TO THE FUTURE.


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