Compreendendo o Coaching Ontológico Sistêmico Transformacional

 

 

Para que possamos ter uma visão mais abrangente e dentro do possível, simplificada do que vamos estudar, gostaríamos de introduzir alguns conceitos, para que estes possam se encaixar, como um quebra-cabeça, podendo situar você aluno, frente ao que vamos estudar na teoria e na prática durante a Formação em Coaching Ontológico Sistêmico Transformacional


Neste ponto, é importante revisitarmos de forma sucinta, as contribuições filosóficas de muitos pensadores e estudiosos, acerca da nossa origem, do nosso funcionamento enquanto ser-humano, espécie esta que tem buscado evoluir desde a sua existência no Universo.  

 


Vamos começar pelo significado de “ontologia” 


Ao afirmar a necessidade de uma ciência que estudasse o ser enquanto ser, voltada para os primeiros princípios e as causas mais elevadas, Aristóteles distinguiu-a como filosofia primeira e deu, assim, o primeiro passo para o advento da reflexão ontológica, dois mil anos antes da entrada do termo "ontologia" no vocabulário filosófico. 


Ontologia, (do grego ontos, "ser", "ente"; e logos, "saber", "doutrina") é, em sentido estrito, o "estudo do ser" e, desse modo, pode equivaler à metafísica (no aristotelismo, subdivisão fundamental da filosofia, caracterizada pela investigação das realidades que transcendem a experiência sensível, capaz de fornecer um fundamento a todas as ciências particulares, por meio da reflexão a respeito da natureza primacial do ser. A própria palavra Metafísica com origem no grego, significa "o que está para além da física". É uma doutrina que busca o conhecimento da essência das coisas, e nós, estamos também, aí enquadrados. 


Uma vez que a ontologia, com o tempo passou a incluir outros tipos de pesquisas e reflexões (cosmológicos e psicológicos, por exemplo), desde o século XVII, e sobretudo na filosofia moderna, o termo ontologia passou a designar o estudo do ser enquanto tal. 

 


A Ontologia da Linguagem e o Observador 


Com o passar dos anos, diversos estudos foram realizados acerca do “estudo do ser” e muitas contribuições nos foram e são oferecidas para uma nova compreensão dos seres humanos. Humberto Maturana, biólogo chileno, inspirou o aprofundamento do estudo do ser, denominando cada indivíduo de “observador”, isto é, nós seres humanos, somos “observadores do mundo”. Somos sistemas vivos que, com as nossas emoções e nossos corpos, em conjunto com a linguagem, “interagimos” com o mundo que percebemos de forma particular. Em outras palavras, cada um de nós cria “as próprias realidades de mundo” de acordo com as nossas crenças e modelos mentais. Conforme as ”nossas lentes individuais” percebemos o mundo a nossa volta. Uma vez que somos os únicos seres que se manifestam através da linguagem, ao menos na dimensão que conhecemos, através dela demonstramos o observador que somos. Assim sendo, a ontologia da linguagem, muito referida por Rafael Echeverria em sua obra Ontología del Lenguaje, revela três postulados básicos e três teses ou princípios gerais, que seguem abaixo de maneira adaptada a facilitar a compreensão de vocês leitores que acreditamos, contatar com estes conceitos neste exato momento.

 

1. Interpretamos os seres humanos como seres linguísticos.

2. Interpretamos a linguagem como geradora.

3. Interpretamos que os seres humanos se criam a si mesmos na linguagem e através dela.

 

 

1. SOMOS SERES LINGUÍSTICOS

 

O primeiro e mais importante destes postulados faz referencia aos seres humanos.

Postula-se que a linguagem é, sobretudo, o que faz dos seres humanos o tipo particular de seres que são. Os seres humanos, são seres linguísticos, que vivem na linguagem. A linguagem é a chave para compreender os fenômenos humanos. Quando falamos de seres linguísticos, compreende-se de que a linguagem mais evidente em nossa espécie é a verbal, entretanto, é fundamental a consciência de que ela é multidimensional, sendo também manifestada através das emoções e do corpo. Portanto, temos claro que os seres humanos não são somente linguísticos e que a existência humana reconhece três domínios primários. Sem entrar no desenvolvimento deste tema nesta ocasião, é importante identificar estes três domínios primários, sendo eles: o domínio do corpo, o domínio da emocionalidade e o domínio da linguagem.

 

A autonomia destes três domínios primários não impede as estreitas relações de coerência entre eles. Os fenômenos que têm lugar, por exemplo, no domínio emocional (emoções) são coerentes com os que podemos detectar no nível do corpo (posturas) e da linguagem (o que se diz ou se escuta). Essas relações de coerência habilitam a possibilidade de efetuar «reconstruções» dos fenômenos próprios de cada domínio através de quaisquer dos outros dois. Portanto, uma reação corporal, provém de algo que é sentido como emoção e verbalizado em palavras, sendo cada observador percebido em seu entorno, conforme manifestam-se através dos três.

 

 

2. ATRAVÉS DA LINGUAGEM, GERAMOS AÇÕES

 

Através da linguagem, não apenas falamos das coisas, descrevemos o que já existe, mas também alteramos o curso espontâneo dos acontecimentos: fazemos com que as coisas aconteçam. Por exemplo, ao propor algo a alguém ou ao dizer ”sim”, ”não”, ou ”basta” a alguém, intervimos no curso dos acontecimentos. Basta pensar nas infinitas oportunidades nas quais uma pessoa, um grupo, um país mudaram de direção e alteraram sua história porque alguém disse o que disse. Da mesma maneira, reconhecemos que a história (individual ou coletiva) podia ter sido tão diferente do que foi se alguém tivesse se calado, se não houvesse dito o que disse. A linguagem, propomos, não é uma ferramenta passiva que somente nos permite descrever como são as coisas. A linguagem é ativa. Por meio dela participamos no processo contínuo de fazer com que as coisas aconteçam.

 

 

3. ATRAVÉS DA LINGUAGEM, MOSTRAMOS QUEM SOMOS

 

Além de interferir na criação do futuro, os seres humanos modelam nossa identidade e o mundo em que vivemos, através da linguagem. A forma como operamos na linguagem é talvez o fator mais importante para definir a forma como seremos vistos pelos demais e por nós mesmos. Ao sustentar que a linguagem é ação, estamos assinalando que a linguagem cria realidades. Vemos isto de muitas maneiras. Ao dizer o que dizemos, ao dizê-lo de um modo ou de outro, ou não dizendo coisa alguma, abrimos ou fechamos possibilidades para nós mesmos e, muitas vezes, para os outros. Quando falamos, modelamos o futuro nosso e o dos demais. A partir do que dizemos ou do que nos é dito, a partir do que calamos, a partir do que escutamos ou não escutamos de outros, nossa realidade futura se molda em um sentido ou em outro. Conforme articulamos a fala, posicionamos os nossos corpos e manifestamos as nossas emoções assim como também somos percebidos de acordo com o observador que somos.

 

 

Os Sistemas e o Observador

 

Uma vez que mergulhamos no conceito da ontologia, do observador e da ontologia da linguagem, uma pergunta pertinente é: O quê faz sermos o observador que somos, com a sua forma particular de enxergar e de interagir no mundo? Sem dúvidas a resposta ontológica e sucinta, seria: em virtude do modelo mental de cada observador. Segundo Peter Senge, modelos mentais são pressupostos e crenças profundamente arraigadas, que influencia a nossa forma de observar as situações e consequentemente influencia também na maneira como agimos frente a elas.

 

Ampliando esta questão, e compreendendo como se formam os modelos mentais, não podemos ignorar que antes mesmo de nascermos, ainda no ventre, já pertencemos a diferentes sistemas. Somos descendentes de famílias, que são sistemas, fomos gerados em um local específico que também é formado por um sistema social, somos criados por nossa família, formando um sistema, enfim, desde sempre, estamos inseridos em diferentes sistemas e que sim, influenciam em nossas formas de pensar, sentir, de “ser” e consequentemente de agir. Desde muito cedo, assumimos papéis em nossas relações, com base no que observamos, nos é e foi dito como valores e com base na nossa própria necessidade de sermos aceitos por nossas figuras de autoridade. Tal padrão, na maioria das vezes, “vence a validade”, isto é, não nos serve mais, porém, como se estivéssemos em um “piloto automático”, nós continuamos alimentando esta forma de “ser”, o que muitas vezes nos impede, de alcançarmos resultados diferentes do que temos alcançado até então.

 

Se observarmos a Teoria Geral dos Sistemas, de Ludwig Von Bertalanffy biólogo austríaco, sistema é definido por um conjunto de elementos em interação dinâmica em que o estado de cada elemento está determinado pelo estado de cada um dos demais que o configuram, sustentando que em um sistema, o que ocorre em uma parte, gera mudanças na totalidade. Através deste conceito, podemos concluir que os sistemas nos quais cada observador está inserido exercem sim impactos na formação de seu modelo mental, assim como, o observador interfere em seus sistemas.

 

 

Coaching Ontológico Sistêmico Transformacional

 

Atualmente, com os avanços dos estudos da física quântica, já é comprovado que qualquer corpo, possui uma atividade energética, portanto, nós seres humanos, somos “antenas” que captam e emitem energia, influenciando ativamente no entorno onde estamos inseridos e consequentemente nos resultados que obtemos. Desta forma caros leitores, o que propomos nesta formação, é avançarmos no estudo da relação entre observador x sistemas x resultados obtidos, como forma de compreender as realidades de clientes (coachees) possibilitando a reinterpretação dos mesmos, abrindo possibilidades para uma nova forma de sentir, pensar e de agir sobre o mundo, resultando em transformação pessoal, onde inevitavelmente modelos mentais e crenças são modificadas.

 

 

Presença Coach e a Influência do Método Fenomenológico

 

Fundamental também, é termos a consciência acerca da fenomenologia, desconhecida por muitos, nos ensinou (mesmo muito antes do desenvolvimento da Programação Neurolingüística), que é essencial se abster de todo preconceito contra nossos clientes, para que possamos encontrar suas mais puras consciências. Da mesma forma, o coaching se afasta do conhecimento técnico ou da presciência, para que a intuição e a presença, se manifestem e, assim, perceba a pessoa como um todo (visão global). Nossa visão global permite, por sua vez, que o outro (nosso cliente) perceba a si mesmo como ele é, encontrando-se.

 

Sendo o coaching, um recurso por muitos buscado para contribuir em processos de mudanças em suas vidas, não podemos deixar de olhar para cada observador e para os sistemas nos quais estão inseridos, deforma isenta, sistêmica, possibilitando um processo de novas aprendizagens para o alcance dos objetivos propostos. Os temas trabalhados nesta formação, possuem como base, os conceitos acima mencionados, sendo eles aprofundados com teorias e vivências práticas.

 

 

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